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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Parabéns Colorado das Glórias

Em 4 de abril de 1909 o Clube do Povo "vinha ao mundo" para encher nossas vidas com muita alegria e paixão.
Fundado pelos Irmãos Poppe vindos de São Paulo, o clube tinha o intuito de conter torcedores brasileiros e estrageiros e também não ter preconceito de raça, cor ou religião.

Nestes 102 anos de histórias, o clube conquistou muitos títulos, tanto dentro, quanto fora de campo.

Nos anos 40 não se falava em outra coisa a não ser a invencibilidade do poderoso Rolo Compressor. Com a rivalidade comendo á solta, o inter teve que criar uma defesa á altura do ataque. Em 1942, a direção do clube montou uma perfeição de equipe.

Um sistema com dois zagueiros, uma linha média de três e um ataque com cinco - dois pontas, dois meias e um centroavante, era o que todos ostentavam na época, mas não só o sistema, assim como também nossos jogadores:
Goleiro Ivo Winck, os dois zagueiros Alfeu e Nena, os três médios Assis, Ávila e Abigail e o ataque de Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. O poder do Rolo era mesmo Carlitos, Tesourinha, Alfeu e Nena.

Aceitou-se também nesta época, a entrada de negros no time, o que até então o rival Grêmio não havia feito.
Esse Rolo Compressor, conquistou oito estaduais, durante os nove anos que foi mantido.

Em 1950, o estádio Eucaliptos (provisório), sediou dois jogos da copa;
Bodinho e Larry formaram uma das duplas de ataque mais fantásticas da década;
Na inauguração do Olímpico, o colorado aplicou uma goleada de 6 a 2 no rival, tornando inesquecível a comemoração;
O time que conquistou o Panamericano no Brasil era composto por 8 atletas do inter;
Nesta década, deu-se também a criação do Hino do Clube. Nelson Silva foi o nome.

No ano de 1960, o clube já devia ter um estádio á altura do que vinha sendo o time na época, a inauguração se deu no dia 6 de abril de 1969.

Na década de 70, um dos fatos mais marcantes, foi o octacampeonato gaúcho e também o tricampeonato brasileiro conquistado de forma invicta.

Em 1980, o GreNal do século foi o que marcou e mais uma vez, o colorado foi superior.

No começo da década de 90, o inter recuperou a hegemonia no futebol gaúcho, foram quatro estaduais conquistados, 91, 92, 94 e 97.

No século XXI, as conquistas só aumentaram.
A Libertadores da América em 2006, o Mundial em 2006, a Recopa em 2007, Dubai Cup em 2008, Copa Sulamericana em 2008 que consagrou o Inter como o único clube Campeão de Tudo e o Bicampeonato da Libertadores em 2010.
Todas essas vitórias são resultado de muita garra, dedicação e muito amor, principalmente da torcida, que tanto apóia esse time aguerrido.

E hoje mais do que nunca temos que demonstrar nosso amor incondicional pelo colorado, ter orgulho de vestir a camisa vermelha e torcer pelo melhor e maior clube do RS.

Por que como diz Luís Fernando Veríssimo, “Só quem conhece o colorado, sabe o que é ter coração”.

Parabéns Sport Club Internacional, por estes 102 maravilhosos anos.

SOU COLORADA E NADA MUDA ESTE SENTIMENTO!

domingo, 4 de abril de 2010

AMOR MAIOR DO MUNDO

Charuto, torcedor que assistia aos jogos do "Cororado" invariavelmente bêbado e que conquistou a simpatia e o respeito de todo o time e toda torcida.
Foto: Acervo Claudio Dienstmann

Por que o Internacional? Também existe a razão além da razão. Quem explica as devoções instantâneas? Dizem que nenhum gaúcho pode ser juiz na famosa competição entre o boi caprichoso e o boi Garantido na ilha de Parintins, no Amazonas, porque, fiel à sua formação - segundo a qual tudo na vida, no fim, é gre-Nal - ele não conseguia ser neutro. O caprichoso é azul e o garantido é vermelho: descobri na chegada à ilha que eu era Garantido apaixonado desde criança.
Porque você não simpatiza apenas com o sucedâneo do seu time, você se apaixona. Ou transfere, automaticamente, sua paixão eterna. Estive em Siena na época do "pálio", aquela corrida maluca na piazza central entre cavalos das várias "contradas" da cidade, cada uma em suas cores tradicionais. Não demorei muito para saber que a "contrada" do meu coração, desde os tempos medievais, era a da girafa, vermelha e branca, e também não demorei muito para amar o cavalo e depositar no seu jóquei todas as esperanças de ser feliz naquela ensolarada tarde de agosto. Nosso cavalo perdeu. Acho que o jóquei caiu na primeira volta. Mas tive um consolo: o vencedor não era azul.
Não sei se essa necessidade de "ser" alguma coisa mais do que nós mesmos - "ser" o colorado Salgueiro no carnaval carioca, por exemplo, mesmo sem nunca ter frequentado suas alas ou sequer estado no morro - é um resto de irracionalidade infantil ou um dos melhores traços humanos. Nosso "time" em todas as suas manifestações não é nem uma garantia de alegria, um jeito que compensar mágoas ou limitações individuais mergulhando num sentimento compartilhado e num entusiasmo maior. Muitas vezes é uma paixão sofrida, uma coisa torturante. Consolo nada, martírio. Mas fazer o que?
Lembro que um dia fui a um circo onde havia um jogo de futebol entre cachorros. A derrota dos cachorros de camiseta vermelha estragou o espetáculo e o dia para mim. e isso que eu tinha ido ao circo para levar as crianças. Homem feito.
VERISSIMO, Luis fernando. Internacional, autobiografia de uma paixão. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. p. 26-29, 38. 

Hoje, o amor maior da vida dos Colorados completa 101 anos. 

Colorado, time do Saci brincalhão, do Rolo Compressor, da Sele/Inter, dos Invictos de 79, de Falcão, Bodinho, Figueroa, dos Poppe, do Taffarel, do Librelato, do Campeão de Tudo, do Centenário de Todo o Mundo.

Falcão e a taça do Tri Campeonato Invicto, 1979
Foto: www.internacional.com.br

"Cororado" o clube do povo dos torcedores apaixonados, devotos e completamente entregues à essa paixão que toma conta das nossas almas, das nossas vidas, e quando nos questionam sobre o motivo de tanta loucura apenas respondemos "Sabe aquele amor maior do mundo? Então, o amor da minha vida".

Amor Maior do Mundo
Foto: autor desconhecido

Nosso corpo existe desde a nossa criação. 
Nossa alma, desde 1909.