domingo, 31 de outubro de 2010
Foco....
domingo, 10 de janeiro de 2010
O amor não tem fronteiras...
Buenas pessoal!!
No meu primeiro post contarei um pouco da minha peculiar trajetória como torcedora colorada.
Sou uma típica, ou não tão típica assim, paulistana, que sempre morou
Confesso que, influenciada pelos meus familiares, em especial meu pai, eu dizia que era palmeirense, afinal, Brasil é sinônimo de futebol e brasileiro que não torce pra time nenhum, pelo menos na minha opinião, não é brasileiro. Mas apesar disso nunca havia torcido de verdade, não me lembro de vibrar com nenhuma vitória.. Vai entender né?
Minhas únicas lembranças de infância com o futebol são das Copas disputadas pela seleção brasileira e as aulas adiadas por conta dos jogos. Lembro de chorar em 1998 com a infame derrota do Brasil na final e de fazer panelaço em 2002 após os 3 (??) gols do “Gordonaldo”.
A paixão apenas aumentava.
Vibrei com a primeira fase invicta e vivi a agonia de esperar a copa do mundo acabar para que acontecesse o segundo jogo das quartas de final após a primeira derrota na competição para a LDU.
Na semi passamos pelo Libertad e descobrimos que pegaríamos o forte São Paulo na final. O coração bateu forte naquele 9 de agosto quando vi o Sobis destruir o atual campeão da libertadores no pleno estádio do Morumbi (não pude ir ao estádio acompanhar o jogo, minha família é contra mulheres no estádio, preconceito idiota né? Mas o que uma menina de 15 anos nessas horas pode fazer senão obedecer?).
A semana até o jogo no Beira-Rio se arrastou, mas eu tinha certeza de que sairíamos campeões.
Engraçado como uma paixão, mesmo que recém descoberta, pode mexer tanto com o coração de alguém.
Chorei no dia 16 de agosto quando vi o Fernandão levantar aquele caneco.
Depois da conquista da Libertadores veio a expectativa para o Mundial e a vontade de também levar o Campeonato Brasileiro.
Acabamos com o vice campeonato do Brasileiro novamente, mas com esperanças no mundial que viria a acontecer no Japão...
17 de dezembro de 2006.
O relógio desperta cedo para não perder o começo no jogo, não consegui tomar café. O coração pula de nervoso e ansiedade. Ganhar do poderoso Barcelona, dizia a imprensa e todos os outros, seria impossível...
A jogada começa no segundo tempo, com o Índio no campo de defesa, Iarley é o homem que arma o contra-ataque e faz o passe para o gol de Gabiru. Gol que liberta um grito preso na garganta. As lagrimas escorrem pelo rosto de felicidade e a mãe me xinga porque eu a acordei com a gritaria.
Foi assim que, no alto dos meus 15 anos, começou a minha história de amor com o Sport Club Internacional. Uma paixão que me trouxe muitas alegrias, em um ano particularmente triste.
Sei que muitos não entenderão como uma menina que nunca foi ao Beira Rio possa entender, sentir, essa paixão que muitos sentem desde as fraldas. Mas quem consegue entender ou explicar o amor não é?
O Inter, hoje, é a minha vida.
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Voltemos agora a 2010.
Mais um ano na briga pela Libertadores. As coincidências são gritantes. Estamos vindo de mais um vice campeonato brasileiro, mais um ano de copa do mundo...
O projeto Abu Dhabi é grande, ousado, assim como é a vontade da massa colorada de gritar mais uma vez “É CAMPEÃO!”.
Temos, enfim, laterais direitos, um técnico com pinta, e experiência, de campeão, jogadores experientes e com vontade de ganhar, um grupo unido e focado nesse projeto tão grandioso.
Pois é o apoio da torcida nesses jogos menores que fará toda a diferença. Lembrem-se do recado do Fernandão para a torcida ano passado. Se tivéssemos feito isso, se tivéssemos lotado o estádio, acredito que pontos importantes teríamos conseguido no brasileirão. Não aceito um time permanecer o campeonato inteiro brigando pelas primeiras posições e a torcida se recusar ir ao estádio pois o time não está jogando bem, não está jogando bonito. A lição fica, mas esse é assunto para um outro post.
