terça-feira, 20 de março de 2012

To com saudade de tu, meu desejo, ou... ninguém senhor dos meus domínios


Foto do site Sportv
Estava com saudades do Meu Rei.
E como estava com saudades. Saudade daquela do tipo doída, melancólica. Saudade raivosa por vezes, que não sou de ferro.
Mas ele voltou. E como voltou. Que estilo. Ninguém neste mundão de Meu Deus tem tanta singeleza e naturalidade quando executa um trabalho que, na sua condução, mais parece uma brincadeira, um divertimento.
Ninguém é tão simples e tão enfático ao mesmo tempo. Porque finalmente, a saudade do meu desejo veio recompensada não com um, mas com três gols. Damigol, Damiglória, Damimestre.  Que singeleza, que habilidade, que maestria.
Que dignidade. Leandro, este Damião com nome de Santo, atendendo as preces da arquibancada, reverenciando os vermelhos como súdito que presenteia, e recompensando como Rei dadivoso.
Estou encantada, não pelo jogo em si, mas pelas particularidades do jogo. Não estou lançando confetes e serpentinas, timaço, jogaço e quetais. Estou naquele limbo de felicidade, porque quem tinha que trabalhar, trabalhou. Quem tinha que ganhar, ganhou.
Quem tinha que mostrar e definir seus domínios, definiu. Em casa. Diante de sua torcida. E Rei que manda em casa, NUNCA perde a Majestade. Neste planeta vermelho, nos curvamos ao Imperador. O Nosso Colorado de todas as glórias.
Que longa ainda é esta guerra. Quantas lágrimas de sangue ainda vão escorrer pelas faces, quantos gritos de incentivo ainda vão nos deixar roucos. Quantas alegrias e dúvidas e desespero e medo e alívio ainda vão nos dominar, nos deixar exaustos, nos querendo sem forças...
Mas não temerei. Porque sei que este povo sui generis não é apenas um povo que torce. Este povo realmente tem a pele rubra, o coração pulsante na mesma batida dos tambores, no mesmo som da vitória.
E Lutaremos, daqui em diante, depois de derrubar os fortes -Traduzi de uma vez este nome americanizado- com cinco certeiros. E quem diria, mais um cavaleiro andante aparecendo na batalha, de última hora, dando o golpe definitivo, fatal, incontestável, e vendo a força dos alpinistas do futebol desabar diante de nossos olhos, com o gol do... JÔ. (Eiiii, eu já sei. Não me esqueci do Dagoberto. Mas um gol dele é esperado, enquanto que do Jô...)
Em outra batalha, escalaremos as alturas para enfrentá-los e minha convicção é que, então, calopsitas douradas aprenderão como se segura um time na altitude. Que sair feito uma gazela louca e estabanada só trás derrota, que o talento exige também a humildade e a humildade também consiste em saber que na altitude, se joga o necessário, se corre o mínimo possível e se marca muito os chutes de longa distância. Embora alguns sejam diferenciados e outro já se veja como o melhor do mundo( ai ai), os pulmões humanos não sabem disso.
Agora é esperar. E novamente esta espera angustia. Fico desesperada, num sofrimento desejoso de ver o time em campo. Mas logo teremos Libertadores de novo. Colombo já sorri num rasgo de reconhecimento. E se Renato Russo vivo estivesse, certamente dedicaria esta música ao povo Colorado, porque depois do jogo contra "Os Fortes", ninguém melhor que ele(sem saber) descreveu este time
"Não sou escravo de ninguém. Ninguém senhor de meus domínios.”
 Alegre-se e vibre muito, povo Vermelho. Esta vitória deu nome aos bois. E se boi tem nome, certamente é Colorado. Sobrenome: Campeão de Tudo.
Bora
Mais uma batalha, em breve, para poucos privilegiados.

Saudações Coloradas.
Bah. Olha eu mais feliz que pinto no lixo...



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