Inúmeras vezes escrevi que um clube é feito por sua torcida. A torcida é alma de um time. Não importa se ele vai ao estádio, ou se ele é sócio, o torcedor que carrega sua camisa como segunda pele e tem no coração o escudo seu time, faz o Clube crescer a cada dia.
O Inter é um exemplo. Desde 2005 a torcida vem crescendo e se unindo cada vez mais ao clube. Essa união levou o Inter a dominar o Mundo na conquista do Mundial, e se transformar no time mais vencedor do Brasil na década passada.
Unidos em bares, reuniões de família, nas ruas, no estádio, onde quer que fosse, levaram ao time energia para ganhar jogos difíceis, choraram juntos derrotas, gritaram e vibraram a conquista de inúmeros títulos.
A união vinha sendo o diferencial da nossa torcida. No estádio um espetáculo a parte, e fora do estádio as Ruas de fogo por duas vezes encantaram os jogadores e quem olhasse o espetáculo.
Mas como tudo que faz sucesso demais, vieram brigas e rachas. E depois do racha, Popular e Guarda Popular, foram minando o ambiente nas arquibancadas de discórdia e já era previsto os episódios que se tem presenciado no Beira-Rio.
Na quarta-feira no final do jogo festivo do Fabiano, uma briga entre integrantes das duas torcidas, deixou quatro feridos, mas muito mais do que isso, deixou a nação Colorada indignada com a violência. Nada justifica a violência física, muito menos com uso de facas, o que torna o acontecido com ares de premeditado e ainda mais sério.
Com a repercussão do ocorrido nas redes sociais e mobilização da torcida em contatos com ouvidoria do Inter, o clube anunciou através do Diretor geral das torcidas organizadas Luis Fernando Martins Oliveira a extinção das duas torcidas do cadastro do clube e ambas tem até segunda às 18h para desocupar as salas que ocupavam. Outra medida será utilizar as imagens das câmeras para identificar os envolvidos, que sendo sócios poderão ser excluídos do quadro social.
Se a medida do clube foi só pra acalmar os ânimos dos torcedores que já falavam em não pagar mais as mensalidades, será lamentável. Não acho que as torcidas em si devam ser banidas para sempre, mas os reincidentes nas brigas devem ser punidos para servir de exemplo ao resto. Não queremos sangue derramado nos arredores do Beira-Rio.
Um novo ano se aproxima e já no início é preciso garantir uma vaga a Libertadores. E quando o time vai precisar de todo o apoio de sua torcida, uma briga de egos acabou com um espetáculo a parte que era comandado pelas “populares” quando unidas.
Mas mesmo q eles não voltem, aqueles que torcem e apoiam na social, na cadeira, na superior e na inferior, estarão lá como sempre, firmes e forts. E junto com os milhões de Colorados espalhados pelo mundo, vão continuar fazendo a diferença.
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