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domingo, 15 de maio de 2011

O rato NÃO roeu a roupa do Rei de Roma!

Incontáveis foram os comentários acerca do guarda-roupa do novo técnico colorado.
Falcão é 'hype', é o 'it guy'. Inegável que tamanha expeculação,mesmo prévia à estréia do novo professor já subentendia uma tradição em vestir-se de maneira diferenciada.
Além da incontestável técnica e elegância de seu futebol, Paulo Roberto Falcão sempre foi fã de moda. Em 1984, inclusive, entrou para este mercado, criando sua propria 'label', uma grife de roupas e acessórios masculinos, na Itália.
Mais tarde, já no comando da seleção brasileira, foi pioneiro no estilo 'terno e gravata', à beira do gramado, 'must have' até hoje, dentre os professores das quatro linhas.
Pura vanguarda! Um abuso de criatividade.


 Foto by Alexandre Jefferson Bernardes

Certamente ainda hoje, é isso que vemos. Nenhum elemento agregado é escolhido de maneira aleatoria. Tudo sempre compondo um visual ousado e elaborado. "Você pode sair da moda, mas a moda nunca sai de você".
Estilo e sagacidade não se resumem à aparência que um profissional apresenta. Bom gosto é atitude. Falcão nunca deixou de colocar o dedo nas feridas do futebol brasileiro, mas, sem jamais perder a elegância, entretanto.
Não conheço o Paulo Roberto, aquele que fica em casa, marido e pai. Talvez seja até a Cristina quem escolhe suas cuecas. Mas acredito que este Falcão, que tem tamanho cuidado com seu visual e sua postura dentro de campo, seja uma tentativa profissional sua muito feliz, de estar à altura da grife do futebol brasileiro, e da qualidade  e supremacia do Sport Club Internacional.
Definitivamente, o rato (ou o Renato) não roeu a roupa do rei de Roma. Que aliás,  está totalmente 'in', e absolutamente 'courrent fashion', obrigada!
Afinal, bons resultados nunca saem de moda.

Post da Bloguista Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PERSEGUIÇÃO

Não é de hoje a perseguição ao técnico Jorge Fossati por parte da crônica gaúcha, especialmente. Tampouco é a primeira vez que um profissional o provoca, ou chega a lhe faltar com educação, em uma coletiva. Pessoalmente, sinto um "quê" de xenofobia por parte da imprensa, no que diz respeito ao que vem das bandas da Padre Cacique.

Eu, que acompanho sua trajetória pelo clube, desde a pré-temporada em Bento Gonçalves, lembro muito bem. Foto do novo professor fumante, capa de todos os cadernos esportivos. Esquema 3-6-1, Giuliano não é escalado, tudo motivo de grande falatório. Todo mundo querendo escalar o time, querendo mudar o esquema tático.

Em quatro meses não temos um time entrosado, não temos esquema tático definido? Pode ser. Mas em 2006, Abel ganhou a Libertadores, e não tinha uma equipe definida. Mas parece que ninguém lembra disso.

Com todo este espetáculo lindo que o esporte oferece, busca-se esmiuçar o que se tem de pior. Como disse um amigo: "Um peso, duas medidas". Quando o Inter empatou em 2 X 2 com o Pelotas, todos acharam que foi a melhor atuação do Inter, mas salientaram o placar. Quando vencemos por 3 X 0 o Universidad, não ressaltaram o placar e, sim, falaram da atuação, que não foi boa.

Reconheço, admiro e me inspiro com o trabalho dos bons jornalistas. Sua crônica faz parte de minha vida, diariamente, há muitos anos. E sempre fará. Mas é penoso para mim ver que o jornalismo esportivo vive apenas de crise.

Julgo interessante lembrar que o objetivo das esntrevistas é esclarecer sobre futebol, e não irritar o treinador, que, é humano, tem sangue nas veias, (latino neste caso), e, se fosse eu, já teria perdido a cabeça há muito mais tempo.


Foto: Dolores Uchoa

Saudações Coloradas!

Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 5 de maio de 2010

FESTINHA...

Desde que o rival tricolor ganhou sua segundinidade, não via tanta festa, pras bandas azuladas da Azenha.
Depois de olhar a "festa" do Grande Campeonato da segunda divisão, nós, Colorados, Gaúchos e Peleadores, fomos CAMPEÕES DA LIBERTADORES!

Tendo observado a festa do Campeonato Gaúcho de 2006 , fomos CAMPEÕES DO MUNDO!

Em 2007 não teve festa, teve vice da Libertadores, então, fomos apenas CAMPEÕES DA RECOPA , fechando TRIPLICE COROA INTERNACIONAL, conhece?

Em 2008, esperamos pela festa, afinal eles seriam campeões do Brasil, estavam 11 pontos na frente do vice lider...Então nos tornamos CAMPEÕES DA SUL-AMERICANA, INVICTOS e de quebra ÚNICO time do BRASIL a ser CAMPEÃO DE TUDO.
Em 2009, sem comentários...Conquistamos dois títulos... E eles?

Sobre a FESTINHA deles? Ainda estou esperando uma de VERDADE... O que antes chamavam de CAFEZINHO, agora comemoram, gritando imortalidade. Seria cômico, se não fosse realemente triste.


Saudações Alvirubras, de uma COLORADA, que olha a "festa" e levanta TAÇAS (de verdade)!

Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 28 de abril de 2010

QUERO MUITO VENCER HOJE!

Estou honrada em poder representar o Colorado, ainda que seja, por meio da minha aparência física. Penso 
que assim, pelo menos de alguma forma, participei, e entrei para a História do Clube que tanto amo

A aceitação e o carinho da torcida em geral, da diretoria, e atletas, comigo, foi comovente. Espero corresponder à altura deste Clube e Torcida grandiosos, e já proveito este espaço para agradecer à todos, que me apoiaram, em especial às minhas companheiras Bloguistas.

A emoção de estar no campo, em pleno greNAL, ver lá do meio aquela massa, cantando, gritando, arrepia só de lembrar. Mal posso descrever. Jamais esquecerei.

Mas, o fato é que perder um greNAL, me desestrutura. Acaba comigo. Juro que vim aqui falar de futebo e das maravilhas de ser Musa. Mas estou tão tensa desde domingo, e pensando no jogo de amanhã, que não consigo escrever.


Já não consigo mais escrever sobre o esquema adotado por Fossati. Ja não consigo mais escrever sobre as nossas chances, nossos trunfos, e nosso calcanhar de Aquiles, (ou calcanhares de Aquiles).



A única coisa que tenho vontade de escrever:



QUERO MUITO VENCER HOJE!
QUERO MUITO O BI DA AMÉRICA!



Rafaela Ribeiro - Musa colorada



quarta-feira, 21 de abril de 2010

TORCEDOR É MAIS IMPORTANTE QUANDO AS COISAS NÃO ESTÃO DANDO CERTO

Fossati não está acostumado com cobrança. Se visitasse os tópicos das comunidades de sites de relacionamento, e blogs na internet, penso que pediria demissão.
  
"A participação, na hora do jogo, é torcer, é empurrar, é para a frente. Torcedor para momento bom, o Inter e nenhum time do mundo precisa. O torcedor é mais importante quando as coisas não estão dando certo. Espero que essa grande maioria que entende sua função, apoia o time dentro do jogo, acompanha, possa até sossegar os outros, que são minoria e que ainda não entenderam a função real do torcedor dentro dos 90 minutos. Depois, antes, pode reclamar do que quiser. No momento do jogo, é bem importante o torcedor entender sua participação" – disse o técnico, ao site da Globo Esporte, nesta terça-feira.

Por outro lado, uma parte da torcida, posta frenéticamente, com pulso firme: "Torcida pede que Fossati seja competente na quinta, ou então vá treinar o Equador de vez." (Retirado de um tópico de site de relacionamento-Orkut).

Concordo com o técnico.
Na minha humilde opinião, seria muito bom se o torcedor corneteiro ficasse em casa, esbravejando do seu sofá. Mas como sei que este é um pensamento utópico, tendo a entender a motivação dos cornetas. E não a julgo infundada! Apenas penso que não acrescenta, no momento da partida.

Se vencermos, garantimos as oitavas de final, como campeão do grupo. Se empatarmos, dependeremos dos resultados paralelos. Espera-se mais de 35 mil torcedores no Beira Rio nesta quinta-feira, contra o Deportivo Quito.
E, haja coração, de novo!

Espero muito poder postar uma continuação de "ERA UMA VEZ" com a frase: e viveram felizes para sempre... E, não vejo outra forma pra isto ser possível, além da mais essencial de todas, onde, a direção dirige, o treinador treina o jogador joga e o torcedor TORCE!

Então...
Segue o foco da Vitória, torcida que é o Orgulho do Brasil.

Foto: Wallpapper disponibilizado no Site do Inter

Saudações Coloradas!

Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 7 de abril de 2010

FATOS DA SEMANA

 Fonte: www.golobo .com
 Fonte: Alexandre Lops



Contratação:


O zagueiro Ronaldo Conceição, 23 anos, que defendia o River Plate do Uruguai, está vindo para o Internacional. Chega a Porto Alegre nesta manhã para realizar exames médicos e acertar contrato. Gaúcho de Capão da Canoa, teve atuações pelo time de Montevidéu na Copa Sul-Americana de 2009 e integrou a seleção do Campeonato Apertura ao final do mesmo ano. O atleta afirma que está voltando pra casa, e se diz colorado desde criancinha. Ele tentou jogar no clube do coração em 2001, quando tinha 14 anos. Foi aprovado pelo técnico André Luís, ex-lateral-esquerdo colorado, mas acabou dispensado seis meses depois.

O jogador assinará contrato com o Inter por cinco anos. Aprovado por Jorge Fossati. Será inscrito na Libertadores na vaga de Danilo Silva .O atleta era observado pelo Inter desde o ano passado, quando foi escolhido pela imprensa uruguaia o jogador revelação da temporada. Talves seja uma boa tentativa de renovação da defesa, em vista que Bolívar, Eller, Sorondo e Índio estão na casa dos 30 anos.



Ficha técnica:

Nome: Alexandre Ronaldo Conceição

Nascimento: Capão da Canoa-RS - 03/04/1987

Clubes: CFZ-RJ, Grêmio, São Caetano, Esportivo e River Plate de Montevidéu.





Museu Rui Tedesco:



Começa no próximo dia 9, a visitação para o público geral. Ocupando uma área no estádio, acima da loja, que avança por mais de 800 metros quadrados, de acervo da história dos 101 anos do Inter. Foi apresentado na noite desta terça-feira, as novas instalações no Beira Rio, em uma festa grandiosa que reuniu mais de mil pessoas. O espaço terá visitação gratuita para sócios em dia, que poderão apreciar troféus, atas, flâmulas, fotos, vídeos, entrevistas, em um dos mais modernos museus de um clube de futebol da América Latina. A área promete fazer o torcedor se emocionar.





Clube dos 13:



O futebol brasileiro é um reflexo da política no país. Quando alguém como o Koff tenta fazer algo melhor para todos, sempre tem para tentar colocar em jogo todo esse trabalho que está sendo feito.

Em exemplo disso, instrumentos variados que a CBF dispõe na luta por votos no colégio eleitoral de 20 clubes votantes.

O São Paulo, aliado de Koff, estaria sendo pressionado a mudar de lado como condição para o Morumbi sediar a abertura da Copa de 2014.



O Flamengo, cuja presidenta Patrícia Amorim faz parte da chapa de Koff, pode ganhar como afago a oficialização do título brasileiro de 1987, negado pela CBF justamente por ser fruto da Copa União, embrião do Clube dos 13.



O hexa carioca ganharia chancela irrevogável, para desespero do Sport. E do São Paulo, que se proclama o único com seis taças. Fala-se, também, no perdão de uma dívida antiga de R$ 20 milhões do Flamengo com a CBF.



A candidatura de Kleber Leite chama de golpe a antecipação da eleição. Acusa pouco tempo para debater ideias como o reforço na relação com a Conmebol de modo a aumentar as cotas dos brasileiros na Libertadores, hoje de apenas US$ 15 mil.

Expeculações?



Infelizmente, o projeto é ter Teixeira na Fifa e Kleber Leite na CBF em 2013. Então, adeus Brasileiro, adeus Copa do Brasil, esqueçam campeonatos organizados por essa entidade chamada CBF! Muitos não notaram pela sutileza, mas ano passado perdemos a Copa do Brasil com erros de arbitragem novamente, estes que acompanharam o Corinthians em seu favor o campeonato inteiro.

Ontem foi feita uma prévia da eleição, na primeira vez q isso aconteceu deu 13 a 7 pró Koff, ontem deu 14 a 6. Depois de todo terrorismo e tentativas de suborno do Sr. Ricardo Teixeira terem efeito contrário, agora ele está tentando a votação ser aberta, para saber quem votou em quem.

Se a CBF dominar o C13, "cai a casa". As cotas de TV vão ser divididas entre 3 partes: Flamengo, Corinthians e Resto. Ganha mais quem faz mais gente ligar a TV. Isto é fato. Mas não é justo ter comandando por lá, quem só tem os times do eixo em mente.

O novo presidente terá que renegociar os direitos de TV do Brasileirão. O contrato atual, com duração de três anos, é de R$ 600 milhões, e se encerra este ano. Para a sua renovação, fala-se em torno de R$ 1 bilhão. A Copa de 2014 está aí. Muita coisa está em jogo, pra muita gente!





Saudações Coloradas!


Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 24 de março de 2010

ESTAR "SEMPRE CERTO" É FÁCIL DEMAIS

Lori Sandri, Celso Roth, Ivo Wortmann, Muricy, Abel, Gallo, Tite, Mário Sérgio e agora, Fossati. São todos "Burros"? Ou será que não existe alguém no mundo com capacidade para assumir o Internacional? Segue a "perseguição"..


Eu sei, empatamos, mais uma vez, e dessa vez com o Pelotas. Nada bom. Também fiquei um pouco desmotivada. Penso sim, que há de se repensar, gerenciar. Não nego a "crise". Mas guardo pra mim, reflito, e exponho de forma a acrescentar, quando tenho oportunidade.

Foto site Sport Club Internacional

O que me aborrece, é que simplesmente Fossati está sendo responsabilizado pelas mazelas do Internacional. Já se cogita por aí, a sua "queda", se o time falhar contra o Cerro, no dia 31. Clube, time, delegação, elenco, grupo. Estas definições remetem à coletivo, correto? E Fossati está sendo cruxificado sozinho, e desde que chegou, como todos os outros. Mesmo quando o Colorado não estava abaixo do "Imorrível", nos pontos do regional, as críticas já vinham, padronizadas, visando exclusivamente desestabilizar um trabalho de grupo, que necessita de tempo para se encaixar.

Nossa crônica, acaba por influenciar a opinião pública, negativamente, criando um ambiente tenso. É a velha "Polêmica". E é triste é ver o próprio torcedor do Inter cair no conto gazélico, transformando o Gigante num aglomerado de cornetas, como se jogar sob pressão da torcida fosse sinônimo de motivação, injeção de ânimo, para quem entra em campo.

Eu, amante da torcida colorada, que vim extasiada da "Invasão de Rivera", vi cenas tristes no Beira Rio, no último domingo. Não passa pela minha compreensão por que há gente que sai de casa só para vaiar o primeiro passe errado. "Fossati não acerta os números do esquema. Edu, não deu certo no Inter. Taison, nunca mais irá jogar como antes..." Criticam o time mesmo quando ele ganha/empata, por jogar mal. Entao, que se use a mesma medida, dando crédito, quando não se tiver o resultado positivo, mas, mesmo assim, uma atuação com várias chances de gol,por exemplo. Por questão de justiça mesmo! . Projetamos aquilo que sentimos, que vivenciamos internamente. Antes de chamamos alguém de "Burro", devemos pensar duas vezes.

 

Foto site Sport Club Internacional

Corneteiros nunca serão extintos. Sejam torcedores no estádio, nos blogs, tópicos de discussão ou jornalistas. Estarão sempre lá, prontos prara instigar, jogar comissão técnica, direção e elenco aos leões! Eternos reclamões de tudo.

Não estou aqui glorificando uma torcida de focas amestradas, que comemora aplaudindo sua "segundinidade", e demais resultados medíocres. Glorifico o torcedor bem informado; assíduo; que compreende a história e a realidade do clube, que fundamenta suas opiniões em cima de fatos bem contextualizados, e não de expeculações; crítico sim; mas acima de tudo APAIXONADO pelo seu Time.

Só é válido ter mais de 100 mil sócios, nos 101 anos do nosso querido AlviRubro, se estes, forem colorados de verdade. Mas parece que lá pelas bandas da Padre Cacique, onde tem umas cadeiras, sabe? Andam esquecendo a letra:
"Por que é nas más que eu demosntro que te amo igual". 

Quem bate palmas na vitória e vaia na derrota, nada mais é do que oportunista. 
Estar "sempre certo" é fácil demais.

Saudações Coloradas!

Bloguista Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 17 de março de 2010

Que Deus nos ajude... E Fossati também!

foto by Fred Colorado
 


3-5-2 ou 4-4-2 ?

Não há como não pensar neste jogo Importante da LA, para o Colorado, (InterXCerro), sem pautar novamente o esquema tático adotado por Jorge Fossati.

Ao longo da história do nosso Futebol, técnicos se consagraram campeões com os mais variados esquemas. A imprensa esportiva cruxifica o técnico, que, retranqueiro em campo e em comportamento, parece não querer dar o braço a torcer. Não que eu desaprove esta conduta, (até gosto da "marra" que Fossati impõe aos jornalistas).

Num breve parêntese para minha opinião pessoal, afirmo que até o Papa, escalaria em duas linhas de quatro, com este time que temos. Penso também, que cogitar a hipótese de manter Giuliano no banco, seria no mínimo, insano. (Sem corneta, só opinião).

foto by Fred Colorado
 
Por outro lado, se ele tivesse escalado 4-4-2 e perdêssemos, insinuaríamos que o 3-5-2 teria sido mais oportuno?

Resta este "nervoso", pra quem torce. Enquanto arrumo a mala, rumo à Rivera,o "técnico" dentro de mim grita pelo Four-Four-Two.

Mas... Deixemos o homem trabalhar. Futebol é isso.

Com ou sem Giuliano, dentro de qualquer esquema, seja ele infundado, ou não... Quero mais é que o Professor cale meu "técnico interior", com a supremacia da Vitória.


Saudações Coloradas!

Bloguista Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 10 de março de 2010

A história de um Gre-Nal

Nesta segunda feira, um amigo virtual, trouxe à memória um grande momento histórico do futebol colorado. Sei que o texto é longo, mas garanto, para quem seja de coração alvirubro, que vale cada minuto gasto na sua leitura. Em tempos de um futebol onde atletas somem sem dar explicações, e as folhas dos cluubes são inacreditavelmente exorbitantes, onde reinam as malas brancas, baixarias em bailes funks, e afains... Penso que vale a pena relembrar:


Gre-Nal decisivo em 1944. O Internacional vai ganhando com alguma facilidade: dois a zero. De repente, um colorado machuca. Depois outro, em seguida o terceiro. E aquilo que era uma partida de futebol se torna puro heroísmo.





"Tarde de outubro de 1944, um sábado, véspera de decisão do Campeonato de Porto Alegre, entre Grêmio e Internacional. Um Cadillac preto parte do estádio dos Eucaliptos, no bairro Menino Deus, rumo ao bairro Tristeza, para o Sul da cidade. Dentro do carro, vão o presidente do Internacional, Abelard Jacques Noronha, e os jogadores Tesourinha, Nena, Alfeu e Motorzinho. Durante o percuso, vão acertando os últimos detalhes do plano.
Entram na "rua da igreja" e chagam à cada de Carlitos. Carlitos é o ponta-esquerda do Internacional, ídolo, um dos artilheiros do time, e foi operado dos meniscos do joelho direito, há 27 dias. Desde que saiu do hospital, fica em casa repousando. Só vez ou outra é que sai, para pescar uns lambaris no Rio Guaíba, ali perto.

- Carlitos - é Nena, o capitão quem fala num tom amigo mas firme.
- Viemos te buscar para a concentração.
- Mas o que é que eu vou fazer lá? Não vou jogar.
Abelard argumenta que quer ver todos os jogadores juntos. Não quer que falte ninguém nessa hora. Está em jogo o pentacampeonato, e nenhum detalhe deve ser descuidado. Afinal, todos os jogadores são como irmãos.
Os cincos desfiam argumentos ao mesmo tempo. E Tesourinha passa o braço sobre o pescoço de Carlitos.

- Vamos lá, rapaz, tu sabe como pode ser útil só com a tua presença.

Carlitos acaba concordando. Pede licença para ir buscar o pijama e escova de dentes. Quando se afasta, os outros jogadores piscam o olho.
Manhã de domingo. Cai uma chuva fininha. Nesta cidade de 250 mil habitantes, a semana inteira só se falou na decisão do campeonato. No Gre-Nal - o Derby, O Clássico dos Clássicos, O Choque-Rei. Agora, ainda mais.

 
Nos bairros, enquanto assistem jogos de várzea, antecipados por causa do maior acontecimento esportivo do Estado, torcedores planejam caravanas. No centro da cidade Rua da Praia, estoura um tumulto em frente a loja que vende ingressos. Alguém chama a Polícia de Choque, e o tumulto cresce mais ainda.
O jogo será no Estado da Timbaúva da Foca e Luz, no bairro Caminho do Meio. O Foca e Luz não costumava ganhar campeonatos, mas a Timbaúva é maior do que a Baixada, do Grêmio, e do que o Eucaliptos, do Internacional. Pode receber umas 13 mil pessoas.
Os bondes que vêm do centro, pela avenida Protásio Alvez, trasem torcedores pendurados do lado de fora. Quando chegam à rua Alcidez Cruz, a uma quadra do estádio, ficam vazios. A Timbaúva abre ao meio-dia. Meia hora depois duas arquibancadas estão lotadas.
Nota-se que os colorados estão mais nervosos do que os gremistas.

- Se a gente tivesse o Carlitos, dava para ficar mais confiante - comentam alguns.

No estádio dos Eucaliptos, depois do almoço, Tesourinha, Nena, Alfeu e Motorzinho cercam Carlitos ao lado da mesa de bilhar.

- Tu vai jogar - diz-lhe Nena.
Carlitos franze a testa, arregala os olhos.
- Que é isso? Eu fui operado não faz um mês.
- Vai jogar sim - entra Tessourinha com seu sorriso.
- Mas eu estou sem treinar.
Alguns minutos de conversa, e Carlitos acaba convencido.
- Quer saber de uma coisa? Vamos lá.



Os outros jogadores soltam um urro e vão levar a boa nova ao técnico Orlando Cavedine. Às 15h30min, estoura o foguetório. O Grêmio entra em campo. Vem com Júlio, Clarel e Rui, Vinicius, Touguinha e Sanguinetti, Bentevi e Bombachudo, Ramón Castro, Ivo Aguiar e Mário. O técnico, que senta no banco usando terno e gravata, é Telêmaco Frazão de Lima. Logo a seguir, mais foguetes. É o Inter que entra: Ivo, Alfeu e Nena, Assis, Ávila e Abigail formam a defesa. No ataque, a primeira surpresa: Tessourinha, o ponta-direita, vem como meia-direita, sendo escalado o uruguaio Volpi em sua posição. Adãozinho é o centroavante, Motorzinho o meia-esquerda. E, na ponta, a grande surpresa da tarde, que faz a torcida delirar: Carlitos.
As três rádios de Porto Alegre descrevem as cenas. Na cabine da Rádio Gaúcha está Oduvaldo Cozi, que veio à passeio e foi convidado a narrar o jogo. Com sua voz anasalada, Cozzi recorre as palavras poéticas para expressar as emoções que antecedem o grande jogo.
O juiz, o elegante senhor Henrique Maia Failace, o Rei do Apito, ordena o início. Adãozinho passa a Tessourinha, que estica um passe em diagonal a esquerda. Carlitos entra correndo, leva no peito e, da entrada da área, de canhota, acerta o ângulo esquerdo. Vai lá dentro do gol, pega a bola, corre para o centro e coloca-a na marca. A torcida do Inter sacode as arquibancadas fazendo a maior barulheira. Os jogadores do Grêmio, como sua torcida, estão paralisados. Quando vão tocar na bola pela primeira vez, já está 1 a 0.
Mas reagem, tornando o jogo parelho. O Grêmio é um bom time. Tem Júlio, um goleiro que espira confiança; Clarel, beque-central forte, autoritário; Touguinha, centromédio lutador e técnico; Bentevi, um ponta veloz; e, principalmente, Ramón Castro, um centroavante uruguaio de grande classe, exímio cabeceador.

Mas o Internacional é o Rolo-Compressor, o grande time do Estado, com um grande jogador em cada posição. Hoje, os seus maiores destaque estão sendo Tessourinha e Adãozinho. Tessourinha, vindo de trás, ziguezagueia entre os adversários em dribles estonteantes. E Adãozinho, um negrinho atrevido, torna a vida de Clarel um inferno.
Aos 25 minutos, Carlitos se choca com Vinicius e cai gemendo. Sentiu o joelho. Alfeu, Nena e Tessourinha se olham, sérios, com uma certa dor na consciência. Carliros se recusa a sair. Não vai deixar o time com dez. já cumpriu a sua parte, mas acha que tem de ir até o fim. Quando o primeiro tempo termina, é o Grêmio que está pressionando, aproveitando a vantagem.
Aos 8 minutos do segundo tempo, Carlitos encontra forças para bater um escanteio. Júlio responde de soco e a bola cai nos pés de Volpi. É o segundo gol. Agora, vem o baile, apostam os colorados, certos de que o Grêmio está morto. Mas aquela seria, a rigor, a ultima carga do Internacional sobre o gol do Grêmio. A partir dali, o jogo exigiria muito mais que raça, garra - heroísmo até - do que qualquer outra coisa.
Lodo depois do gol, o lateral-direito Assis se machuca e vai ficar parado na ponta-direita - Volpi vem para o meio e Tessourinha passa para o lugar de Assis. Carlitos anda capengando pela ponta-esquerda. O Internacional recua. O Ataque de resume a Adãozinho.
O Grêmio vem todo para a frente. Aos 22 minutos, Ramón Castro cabeceia, a bola bate na trave. Anos 23, Sanguinetti estica o passe a Bentevi na direita. O cruzamento vem alto, no segundo poste. Ramón Castro, desta vez acerta. A torcida do Grêmio se levanta. Em gritaria, pede a vitória. Confia nela. Afinal, o Grêmio tem tradição de grandes viradas - quantas vezes fez dois, três gols em cinco minutos? Certamente, vai ser fácil agora, que o Internacional tem apenas nove homens úteis.
Pouco depois, Alfeu torce o joelho. São oito homens úteis.

A torcida do Grêmio se agita ainda mais. Lá dentro os jogadores respondem atacando em avalanche. Aos 30, o goleiro Ivo defende um gol certo de Bentevi. Aos 32, Nena desarma Ramón Castro de carrinho, quando o uruguaio ia marcar.
O ataque do Internacional só tem aleijados: Assis, Alfeu e CArlitos. Adãozinho está cá na intermediaria, tentando segurar o jogo. O meia Motorzinho é um beque ao lado de Nena. Ávila, o centromédio, um enorme negro de voz forte, posta-se na meia-lua da área e comanda a resistência dali. Não se cansa de rugir para Volpi.
- Luta, castellhano covarde.

Volpi, muito clássico, muito jovem, tem medo de meter o pé nas divididas. Não é homem para Gre-Nal. Nesta hora, é como se o Internacional estivesse jogando com sete.
E o Grêmio em cima. Touquinha, sem marcação, dá as cartas no meio-de-campo. Os laterais Vinicius e Sanguinetti são atacantes, o cerco é completo. O gol deve sair a qualquer momento. Não é possível que Ivo e seus beques improvisados continuem resistindo por muito tempo.
O jogo vai chegando ao fim. Aos 42, Ivo faz a sua maior defesa, num chute de Bombachudo. Aos 45, depois da cobrança de um escanteio, forma-se o intrevero e Ivo fica fora do lance. Ivo Aguiar tem o gol livre à sua frente e toca. Quando vai gritar gol, um negro se atira esticando a perna, desvia e fica ali, deitado, gemendo, apertando o joelho. Era Alfeu.
O Jogo termina assim. Junto com o alívio, vem a vontade de chorar. E muitos jogadores choram abraçados a Assis, Alfeu e Carlitos - os heróis. Mas a torcida pula o parapeito e acorda os jogadores erguendo-os no ar; o Internacional é petacampeão da cidade.
Em carros aberto, eles são levados até o Estádio dos Eucaliptos bem devagar, cercados pelo povo. Lá durante o Carnaval, aparecem o presidente do Grêmio, Martim Aranha, e o diretor Balbino Ermida, para apresentarem os comprimentos de seu clube. São muito aplaudidos. Os dirigentes do Internacional anunciam o prêmio: três contos de réis para cada jogador.


Enquando o Cadillac preto leva Carlitos de volta, ele vai pensando: "Três conto de réis é a metade de um terreno que tem lá perto de casa. Valeu a pena? Não, não foi por isso que eu concordei em entrar em campo".
Depois disso, ficou um mês em casa. Curando o joelho."


Texto e Fotos: Edição Especial Revista Placar - Abril de 1979 Ed. Abril
  (Créditos à Breno Barrera, colecionador.)


SAUDAÇÕES COLORADAS!
Bloguista Rafaela Ribeiro

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ô Walter

                                                                                 Foto por Adriano Franciosi

Mais do que públicos, polêmicos os fatos envolvendo o atleta Walter, do Sport Club Internacional. Quatro dias de sumiço, em tempos de Libertadores da América chega a ser uma ofensa à torcida.

Nem empresário, nem Dep.de Futebol, nem FC... Teve o presidente da Federação Gaúcha de Futebol que entrar em ação para se conseguir um contato com "a estrela rebelde". Problemas de relacionamento são realidade em qualquer clube. Mas, de que adianta ser "bom de bola", e fora de campo ter uma atitude infantil e birrenta, que acaba por desestabilizar todo o grupo? Quanto egoísmo

Não entendo como alguém pode não erguer as mãos para o céu e dar graças por ter a opotunidade de fazer parte do elenco de um time como o INTER. 
Se fosse homem com H, tomaria as críticas de Fossati como incentivo para mostrar um melhor desempenho na sua função. 
Não precisamos de meninos mal-criados perturbando nosso grupo e preocupando nossos dirigentes e assessoria de imprensa. Temos competições importantes para nos preocupar.

"Ele está desgostoso"- Diz Novelletto aos jornalistas.
Ô Walter... Desgostosos estamos nós!  
Espero sinceramente que você vá treinar no time B ou sozinho, para cumprir contrato, cedendo o lugar que tanto está menosprezando para alguém que tenha fome de títulos e pelo menos um pouco mais de amor pela Camisa Colorada.

Bloguista RAFAELA LASTA RIBEIRO

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O jogador número 12

Foto by Eduardo Cecconi/Clic RBS


Vou muito ao Beira Rio. Quase à todos os jogos, pra falar a verdade.Tem gente que vai na missa. Eu, vou no Beira. Há mais de 20 anos. É viciante. Revigorante. Quem frequenta o estádio, nas boas e nas más, sabe do que estou falando. Não tive a oportunidade de conhecer a Coréia, era daquelas criancinhas que entravam "fardadas", de mãos dadas com seus craques, (no meu caso, o glorioso Taffarel), e assitiam aos jogos nas cadeiras, com o pai. Mais tarde, tietava Goicochea, como boa adolescente. Ídolos alvirubros nunca me faltaram, mas, não é segredo, pras minhas companheiras bloguistas, pelo menos, que sempre idolatrei goleiros. Ontem, saí de casa para ver Abbondanzieri. Confesso que a contratação me surpreendeu, mas, já disse, idolatro goleiros. Nada seria oneroso demais, para ver a estréia do Pato. Enfrentei todo o engarrafamento rumo a Porto Alegre, ansiosa, para analisar a atuação do novo arqueiro. Foram quase 3 horas, até conseguir entrar no estádio. Entrando pelo porão 8, algo tomou conta minha atenção. E não foi Pato Abbondanzieri! Não há como descrever a emoção de estar na torcida Popular. Simplesmente não há! Com a sequência de publicos fracos do Gauchão 2010, eu já havia esquecido, de como era lindo, de como é importante a força de uma torcida. Dava pra ver na cara dos jogadores, a emoção de ver o Gigante lotado. A injeção de ânimo é visível. Quando Nei fez o gol, e enxurrada começou, deu vontade de chorar. A Popular emana emoção. Extrememente contagiante. É assim, e sempre será. Ao longo de seus 100 anos foram inúmeras as vezes em que a TORCIDA empurrou o time à vitória. Ela é o 12º homem em campo, com certeza. Vaiar o adversário, incentivando os jogadores é fundamental para que o Inter saia com mais uma vitória em campo. Uma vitória que pode deixar o time colorado no caminho da Glória Máxima das Américas.

"Libertadores es mi Obcesión".

Bloguita Rafaela Lasta Ribeiro

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DA SÉRIE “ERA UMA VEZ”: O PRÍNCIPE E A GAZELA

CAPÍTULO I: O Príncipe Contestado


Há (não) muito tempo, no Reino Colorado, onde, há mais de 100 anos, provindos das Províncias de Plagas Distantes, ou Celeiro de Ases, muitos Príncipes reinam, dividindo suas bravuras em 11 frentes de batalha.

Havia por lá, um Príncipe, que, mesmo diante de seus feitos relevantes, era contestado pelo seu Reino. Por mais que se esforçasse, errando às vezes, conforme impunha sua condição humana, tão audacioso príncipe não conseguia agradar a todos seus súditos. Sempre se formavam grupinhos falantes cujo assunto era os possíveis deslizes da realeza. O tão famoso Urubu Gigante que recentemente havia devastado o Reino deixara o povo um tanto descrente de sua presteza.
CAPÍTULO II : A Gazela


Desde o início dos tempos, a Gazela era declaradamente o maior inimigo do Reino Vermelho. Esbanjando ar de superioridade e bravura, não admitia a supremacia do adversário, mesmo sendo óbvia sua inferioridade no número de batalhas vencidas e títulos de nobreza. Pobre animal, não passava de um ser acuado, com uma lágrima em cada olho, que temia ser caçado, quando não estivesse sob a proteção aristocrática de seus cúmplices, Urubu e Gavião.

CAPíTULO III: O General


Para vencer tão ardilosos inimigos, fazendo com que os Príncipes trouxessem ao Reino as Caixas de Ouro, fora trazido, de plagas longínquas, um novo General. Este parecia fazer o tipo aguerrido, e os manteve desde o início em regime de clausura sob treinamentos físicos extenuantes, para que se exaltassem suas habilidades. Dessa forma, o General já havia vencido batalhas em reinos vizinhos.


CAPÍTULO IV : O Confronto

A Gazela desafiara o Reino Colorado. Tal batalha, que por direito deveria ser em solo vermelho, se daria em plagas distantes. Possivelmente para que a os mais de 100 mil súditos do Vermelho não amedrontassem o bicho. E assim foi.
E não Foi Diferente.

O treinamento com o General, juntamente com o empenho dos Príncipes e os poderes mágicos do pensamento dos Súditos levou o Reino Colorado avante em mais uma batalha.
Em algum lugar do reino, uma súdita muito fanática e poderosa invocou: “ Forças do Bem, Forças do Além. Mostrem a real forma que esta Gazela tem!” . Neste momento, o animal fragilizado rendeu-se diante do Príncipe. Sim! Aquele Príncipe criticado, desacreditado por muitos. Foi ele que, com as mãos armadas, disparou tiros de misericórdia, que calariam a desfalecida Gazela por um bom tempo. E seriam também calados os próprios súditos que dele duvidavam. Afinal, empunhou a vitória que aquele Reino mais gostava de ter: A vitória contra a sórdida gazela.


CAPÍTULO V: Em busca das Caixas de Ouro

Este foi o início de mais uma Jornada de Batalhas que o Reino Colorado, sob o empenho de sua nobre Realeza, e com o apoio de todos os Súditos, tem a enfrentar. As Caixas de Ouro estão lá. Atrás de inimigos mordazes, obstáculos infindáveis, que às vezes encontram-se mesmo internamente. Mas Elas estão lá. Aguardando que os Heróis Rubros as tragam de volta ao Reino. Onde Elas são tão esperadas. Pra todos viverem felizes para sempre.

(Continua)...

Por Rafaela Ribeiro